Roedores Gerbo-da-Mongólia (Meriones unguiculatus)

Gerbo-da-Mongólia (Meriones unguiculatus)


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Muridae
Subfamília: Gerbillinae
Género: Meriones
Subgénero: Pallasiomys
Espécie: M. unguiculatus

Outros nomes:
Esquilo-da-Mongólia
Mongolian jird (Inglês)
Mongolian gerbil (Inglês)
Gerbille de Mongolie (Francês)
Mérione de Mongolie (Francês)
Gerbil de Mongolia (Castelhano)

Distribuição geográfica:
Os gerbos são originários das estepes e desertos da Mongólia e Norte e Noroeste da China.

Como animal de companhia:
Na Natureza, formam colónias, que vivem em galerias escavadas no solo para se protegerem do frio e dos predadores.
Se pretende ter um gerbo como animal de companhia, lembre-se destes factos quando for tratar do local onde ele, ou preferencialmente eles, vão viver.
Na organização social dos gerbos é importante haver contacto fisico com outros animais da mesma espécie, para as suas frequentes brincadeiras e para estabelecimento de laços afectivos e hierárquicos.

Assim, antes de adquirir animais desta espécie verifique o espaço que tem disponível para eles.
Se só puder despender de um pequeno espaço, que só dê para uma pequena gaiola, deve optar por apenas um casal, e estar sempre preparado para dar as crias. Se não pretende que se reproduzam, o melhor é optar por dois indivíduos do mesmo sexo.
Os gerbos são animais de grande dinamismo fisico, precisam de muito espaço para se exercitarem. Devem ter espaço disponível para a cama, para a comida, para a higiene, para a sua ginástica diária e ainda uma «zona social». Se houver espaço para isso, será bom terem também um pequeno reservatório com areia fina, a chamada areia de banho para roedores, onde os gerbos se possam rebolar, recriando assim o seu ambiente natural.
Desta forma, mais que dois animais numa pequena gaiola vão criar problemas e aumentar a tensão entre eles.
Como em qualquer outro tipo de animais, apesar de serem muito sociais, também os gerbos são um pouco territoriais. Se só tem um gerbo e pretende comprar ou adoptar um outro, deve tomar algumas precauções. O animal que já vive em sua casa tem a gaiola impregnada com o seu cheiro, aquele é o seu território. Normalmente, ao chegar o novato, o mais antigo vai tentar expulsá-lo, o que pode provocar ferimentos graves ou mesmo a morte de um deles. Deve então ter ou mais que uma gaiola e ir trocando os gerbos todos os dias de gaiola, mas deixando que se observem um ao outro. No máximo ao fim de uma semana vai poder juntá-los sem que haja disputas ou lutas entre eles. Se tiver apenas uma gaiola, convém colocar-lhe um separador central, que pode ser em acrílico, em rede ou qualquer outro material, desde que não permita que, de alguma forma, um dos gerbos consiga passar para o outro lado, não sendo contudo impeditivo de os animais se verem e cheirarem. Vá trocando na mesma os animais de compartimento, para que cada um se habitue aos odores do outro.

Existem gaiolas no mercado, com vários patamares em altura, já com alguns brinquedos e túneis, que estes animais adoram. Estas gaiolas já podem receber mais alguns animais, mas ocupam mais algum espaço e financeiramente implicam um maior investimento. Com dedicação e alguma paciência, também as pode fazer em casa, o que lhe poupará algum dinheiro.
O mais comum entre os criadores destes pequenos animais é utilizarem duas ou mais gaiolas, ligadas entre si com tubos de PVC. Para além de o investimento ser feito de forma gradual, os tubos de ligação entre as gaiolas recriam, de certa forma, as galerias que estes animais tanto apreciam na Natureza.

Como acontece com todos os roedores que vivem em cativeiro, é muito importante que tenha um tronco de madeira dura, próprio para afiarem os dentes, que pode encontrar nas casas que vendem artigos para animais.
Os gerbos gostam de brinquedos, tenha sempre alguns adequados a estes animais dentro da gaiola.

Alimentação:
Existem já no mercado vários tipos de misturas de sementes para roedores em geral. No entanto, e se tiver acesso a alguma variedade, escolha sempre uma própria para estes animais. Para além disso, deve fornecer pedaços de fruta ou vegetais aos seus gerbos, com regra e muito bem lavados. Estes alimentos frescos são indispensáveis ao bem estar dos seus animais, porém, se tiverem diarreia, retire ou reduza os vegetais. Pode ainda completar esta dieta com larvas de tenébrio molitor, que só deve conseguir encontrar em casas da especialidade que vendam répteis, e não será em todas.
Na gaiola deve haver sempre um bebedouro próprio para roedores com água fresca e em muita quantidade. Mude a água todos os dias e, para evitar a formação de algas dentro dos bebedouros, lave-os muito bem, com uma escova ou escovilhão, uma vez por semana.

Reprodução:
Os gerbos, tal como os outros pequenos roedores, crescem depressa e ficam sexualmente maduros em menos de 2 meses. Se juntar um macho e uma fêmea de idade superior a esta, tem de estar preparado para, a qualquer momento, ter uma família de gerbos aumentada. O tempo médio de gestação desta espécie ronda os 21 a 24 dias.
Normalmente nascem cerca de 5 ou 6 pequenos gerbos em cada ninhada. Na primeira, nascem por vezes apenas dois ou três animais, e também é verdade que, com o passar do tempo, podem nascer mais que seis por ninhada.
Os gerbos tendem a formar pares para toda a vida. Se pensa no bem estar dos animais, e se depois do nascimento de uma ninhada não pretende ter mais crias, não se desfaça de um dos membros do casal. Use o truque de dividir as gaiolas, para se verem um ao outro, evitando separá-los em definitivo.

Tamanho, peso e cores:
Os gerbos da Mongólia podem atingir os 24 cm de comprimento, rabo incluído, e pesar eté 90 g.
Existem neste momento cerca de 30 tonalidades destes animais, devido ao facto de terem começado a tornar-se animais de companhia (à semelhança do que acontece, por exemplo, com os periquitos).
No estado selvagem só existe uma cor, o agouti, acastanhado no dorso e branco no ventre.

Longevidade:
A esperança de vida destes simpáticos roedores é, no máximo, de 5 anos. Prepare-se, pois dificilmente o seu animal vai durar tanto tempo.

Estatuto de conservação:
Pouco Preocupante (IUCN 2008)


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