Répteis e anfíbios Crocodilo-do-Nilo (Crocodylus niloticus)

Crocodilo-do-Nilo (Crocodylus niloticus)


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Crocodylia
Família: Crocodylidae
Género: Crocodylus
Espécie: C. niloticus

Outros nomes:
Nile crocodile (Inglês)
Crocodile du Nil (Francês)
Cocodrilo del Nilo (Castelhano)

Distribuição geográfica:
O crocodilo-do-Nilo povoa todo o território continental africano a Sul do deserto do Saara, e ainda a costa ocidental de Madagáscar. Pode ser encontrado em rios, lagos, pântanos ou charcos de água.

Esta sua distribuição, muito vasta no continente africano, tem tido consequências dramáticas nas populações humanas que habitam as zonas ribeirinhas e que não dispõem de fontes de água nas aldeias. Todos os dias, alguém tem de se dirigir junto aos rios em busca do precioso liquido, e nestas circunstâncias muitos têm sido vítimas do apetite voraz destes répteis.

Os crocodilos-do-Nilo têm uma dentição de cerca de 64 dentes, e se algum cai aquando dos ataques às sua presas, logo nasce outro no mesmo local. Como em todos os crocodilos, o quarto dente de cada lado da mandíbula inferior fica exposto, mesmo quando o animal tem a boca fechada, característica que diferencia os crocodilos dos aligatores.

Alimentação:
Os crocodilos alimentam-se de quase tudo o que mexe, dentro ou fora de água, desde peixes, passando pelos animais selvagens e domésticos, grandes ou pequenos, sejam eles gazelas, gnus, vacas ou búfalos africanos, e mesmo humanos que ocasionalmente se aproximem da água. Não porque o crocodilo seja um comedor de homens, mas porque, para estes sobreviventes de milhões de anos, é apenas alimento.

De fora ficam os elefantes e rinocerontes, pelo seu tamanho, e os hipopótamos, que mantêm com os crocodilos uma relação de respeito e partilha de territórios, se bem que quando um hipopótamo morre, passa a ser alimento.

Estado de conservação:
A população crocodilos-do-Nilo não se encontra ameaçada, e nos últimos anos o número de animais até registou um aumento significativo, principalmente em zonas onde já quase tinha desaparecido.

Reprodução:
É uma espécie ovípara. A fêmea faz um ninho, com lama e folhas, onde deposita até 60 ovos cuja incubação demora cerca de 3 meses. O que determina o nascimento de mais machos ou fêmeas é a temperatura exterior, que irá condicionar a temperatura no interior do ninho. Num ano frio ou com temperaturas amenas, é provável que o maior número de nascimentos sejam fêmeas, mas, se o ano for particularmente quente, a maioria das crias serão machos.

Os ninhos de crocodilo são um verdadeiro chamariz para alguns animais que fazem dos ovos parte importante da sua dieta, o que reduz à partida o número de pequenos crocodilos que irão nascer. Em alguns casos, todos os ovos de um ninho, sem excepção, são devorados ou partidos.

Dos animais que nascem e conseguem chegar em segurança à água na boca da mãe, a grande maioria acaba como alimento de outros crocodilos, de aves, ou de outros animais. Estas condicionantes baixam a taxa de sobrevivência de crocodilos que chegam a adultos, que é de cerca de 1%.

Tamanho:
Um grande crocodilo-do-Nilo macho pode atingir mais de 5,5 metros e pesar mais de uma tonelada.

Longevidade:
A esperança de vida de um crocodilo que chegue a adulto rondará os 60 anos.

Estatuto de conservação:
Pouco Preocupante (IUCN 1996)


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