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Um ano de linces-ibericos de volta à liberdade
2015-12-20 » Portugal
O programa de reintrodução do Lince-Ibérico em território nacional fez um ano. Entre a incerteza e o sucesso, muito tem sido feito para que este pequeno felino volte a prosperar no seu habitat natural.

Os primeiros linces a serem libertados tiveram direito a uma grande divulgação nos media e desempenharam um papel fulcral na informação à população. Desta forma, todos puderam saber que eles andavam por ali, e que era necessário ter cuidados especiais para que uma população estável pudesse começar a ser reintroduzida nos montes e vales de onde nunca deveria ter desaparecido.

Depois, tudo tomou um rumo mais discreto, conduzido pelos profissionais que têm investido todo o seu tempo para que este processo tenha o sucesso que a sua dedicação merece. No entanto, nem tudo foram alegrias. Kayakweru, uma das fêmeas libertadas, acabou por morrer envenenda, uma das possíbilidades de insucesso que este programa tem de enfrentar, resultado ainda da incompreensão de muitos, que acham que envenenar animais selvagens lhes vai trazer algum tipo de benefício.

Ao longo deste ano foram libertados 10 linces-ibéricos em território nacional. Nove deles sobreviveram, com mais ou menos dificuldade, e continuam a ser monitorizados para se perceber que terrenos pisam, como se movimentam, de que se alimentam, como se encontram e muitos outros itens fundamentais para obter conhecimento que permita ainda mais sucesso, se é que isso pode ser possivel, com os próximos animais a serem libertados.

Por outro lado, animais libertados em Espanha também parecem gostar de passear por território nacional. Fazem as suas incursões do lado de cá da fronteira e talvez alguns por aqui fiquem para tornar ainda mais robusto o grupo que deambula por montes e vales lusos e que se vai apoderando dos seus territórios.

No próximo ano vão ser libertados mais alguns linces, aumentando o número de animais que podem escolher os seus territórios e procriar em liberdade, o que ainda não aconteceu em Portugal, mas pode acontecer a qualquer momento. Um acontecimento desta natureza poderia ser mais um marco importante em todo este processo, que tem muitos anos e muito trabalho e investimento por parte das entidades oficiais dos dois países. Trocando animais dos seus centros, mas também experiências e conhecimentos, dá-se o enriquecimento de todos aqueles que trabalham anonima e empenhadamente, todos os dias, para que este programa atinja o seu objetivo principal, que é criar uma população estável de linces-ibéricos de ambos os lados da fronteira.

Por cá, os trabalhos no terreno começaram a ser preparados em Silves, no Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico, mas para que o sucesso seja alcançado muitas outras pessoas têm tido um papel fundamental, para pensar e criar as condições fisicas para que os linces se “sintam em casa”, e para a sua proteção, que envolve ações de sensibilização das populações, dos condutores e, fundamentalmente, das crianças que podem ser no futuro os guardiões desta espécie que esteve já tão ameaçada e que pelo empenho de muitos começa já a ver uma luz lá bem no fundo do túnel.

Com a tenacidade de todos, o lince poderá certamente voltar a ser uma realidade bem sólida nas montanhas e planicies ibéricas, mas muito trabalho tem de continuar a ser feito, muito investimento tem de continuar a ser dirigido sem exitações e muita atenção por parte das autoridades vai continuar a ser necessária nos anos vindouros. Só assim os linces vão só por si, dentro de algumas décadas, ser capazes de superar dificuldades, reproduzir-se em número suficiente e serem de novo os “reis” da floresta portuguesa.
Notícias
Portugal
Foram muitos anos e muitas pessoas envolvidas dos dois lados da fronteira para que o lince-ibérico pudesse ter futuro. No período de duas semanas, as notícias que todos esperavam há anos surgiram, primeiro Jacarandá depois Lagunilla, duas das fêmeas libertadas em Portugal, tinham tido as suas primeiras crias, e havia pequenos linces para demonstrar que todo o investimento pessoal dos muitos envolvidos neste processo tinha valido a pena.
Lince-Ibérico deixa de estar «criticamente ameaçado» e passa a «ameaçado» segundo a I.U.C.N.
Portugal e Espanha
Foram muitos anos de trabalho dos dois lados da fronteira, muita troca de informação, muitas horas de trabalho de todos os envolvidos, muitas expectativas, muito suor aqui e ali salpicado de lágrimas mas, com todos estes muitos, foi possível salvar o felino mais ameaçado do planeta.
Jardim Zoológico recebe dois exemplares de Lince-ibérico, o felino mais ameaçado do mundo
Portugal
O Jardim Zoológico acaba de receber dois exemplares de Lince-ibérico, no âmbito do projecto de conservação desta espécie, em parceria com Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Libertados os primeiros linces-ibéricos criados em cativeiro
Portugal
Depois de muitos anos em que o felino mais ameaçado do mundo não foi visto em liberdade em Portugal, o primeiro casal criado em cativeiro foi hoje libertado, ainda que de forma controlada, para que brevemente possa percorrer montes e vales e criar descendência, garantindo a esta espécie ameaçada um futuro em liberdade total.
Linces-ibericos começam a recuperar em liberdade
Espanha
Dez anos passados desde que foram implementadas em Espanha as primeiras medidas de protecção e reprodução do lince-ibérico, começa agora a mostrar-se viável a manutenção de populações estáveis em dois locais distintos e os responsáveis espanhóis começam já a ponderar mais alternativas para que, num futuro próximo, seja possível criar mais zonas onde estes animais possam viver na natureza, dando continuidade ao ambicioso projecto que abraçaram, há cerca de uma década.
Zoos

Jardim Zoológico de Brasília

Distrito Federal, Brasil

Clínicas
Lojas

Paulo Bernardo Ruivo

Beja, Portugal

Pvet

São Paulo, Brasil

Hotéis

Au Pet Store

São Paulo, Brasil